Em setembro de 2025, o Brasil parou para acompanhar o retorno de Alison dos Santos à cidade de Tóquio. Quatro anos após conquistar a medalha de bronze nas Olimpíadas de 2020, o campeão mundial dos 400m com barreiras estava de volta à capital japonesa com um novo objetivo: o bicampeonato mundial.
Conhecido carinhosamente como Piu, o atleta de 25 anos tem se destacado não apenas por sua performance nas pistas, mas também por sua filosofia de vida. Longe do peso das competições, ele mantém uma rotina equilibrada, dedicando tempo a hobbies como a leitura e a música, além de valorizar momentos com sua família e amigos. Para Alison, essa é a chave para lidar com a pressão e se lembrar de que é “mais do que um atleta”.
O esporte de alto nível, no entanto, não perde a diversão. Suas “dancinhas” pós-corridas, inspiradas em tendências do TikTok, se tornaram uma marca registrada, conquistando o público e mostrando seu carisma.
No cenário internacional, Alison é parte de uma das maiores rivalidades do atletismo. Junto com o norueguês Karsten Warholm e o americano Rai Benjamin, ele protagoniza disputas que quebram recordes e prendem a atenção de milhões de espectadores. Apesar da intensidade na pista, a relação entre eles é de respeito e amizade, com os três se incentivando mutuamente a superar limites.
Além dos títulos, Piu carrega uma história de superação. As cicatrizes de um acidente na infância, que antes eram motivo de insegurança, hoje são parte de sua história e uma fonte de inspiração para que outras pessoas aceitem suas imperfeições. Em Tóquio, Alison dos Santos nos lembrou que o esporte é mais do que pódios e recordes: é sobre humanidade, resiliência e a alegria de se superar.