"F1 precisa urgente de nova regra", diz França sobre corrida terminando com safety car Nona colocada no campeonato de construtores da F1, a Audi de Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg tem lutado - e batido na trave, muitas vezes - para conquistar pontos nesta temporada da categoria. No entanto, o cenário já é esperado pela equipe, que vê 2026 e 2027 como uma fase de transição para, a partir de 2028, começar a desfrutar de um desempenho melhor. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google "Sofrimento": entenda dificuldade da Audi com largadas Gabriel Bortoleto e Mattia Binotto no GP da Grã-Bretanha da F1 2026 John Phillips/LAT Images - Estabelecemos uma meta que vai muito além de 2026 e 2027. Nosso objetivo é 2030: queremos construir uma equipe capaz de lutar pelo título mundial. Sabemos que haverá marcos importantes ao longo dessa jornada. O primeiro, para nós, provavelmente será 2028, ano em que esperamos ver outro salto em termos de qualidade. Por isso considero 2026 e 2027 como anos de construção, e não como temporadas a serem julgadas unicamente com base nos resultados - declarou o chefe, Mattia Binotto. Audi teme brecha em sistema de auxílio a motores e cobra revisão da FIA Binotto se pronunciou em entrevista ao portal "Motorsport.com". A Audi é uma equipe nova na F1, na teoria; ela estreou como time de fábrica, produzindo também suas próprias unidades de potência neste ano. Entretanto, sua dupla de pilotos, gestores e funcionários têm experiência na categoria, já que a marca alemã construiu a escuderia sob o espólio da antiga Sauber. Rafael Lopes analisa largadas ruins da Audi de Bortoleto em 2026 Desde os tempos de Sauber, Binotto já fala em 2030 como ponto de referência para a equipe, embora seu último ano sob o nome do fundador Peter Sauber, em 2025, tenha sido marcado pelo inesperado terceiro lugar de Hulkenberg no GP da Grã-Bretanha e boas atuações do então calouro Bortoleto. Nos últimos anos, a Audi tem focado em reforçar mão de obra e as próprias instalações do time, visando estar em forma suficiente para brigar por vitórias e até o título em 2030: - Nesta fase, o que mais me interessa é ver a empresa crescer. Pouco mais de cem pessoas trabalham nos circuitos, mas nos bastidores, cerca de 1400 pessoas estão ocupadas todos os dias trabalhando no chassi e no motor. As pessoas só veem a equipe na pista, mas essa é apenas a parte visível do projeto. A pista é a cereja do bolo. Antes de tudo, é preciso preparar o bolo. Para mim, os resultados mais importantes nos próximos dois anos serão aqueles relacionados ao crescimento da organização. Gabriel Bortoleto durante a corrida sprint da F1 na Grã-Bretanha Divulgação/Audi Por enquanto, o calcanhar de Aquiles do time tem sido o motor. Mas, não para por aí: a equipe vem sofrendo com sucessivas quebras e ainda tem feito largadas ruins nas últimas corridas, o que compromete o desempenho da equipe alemã. Nesta semana, Binotto citou esperar que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) repense a forma de medir quais fabricantes de motores são elegíveis ao sistema de auxílio para motores deficitários, o ADUO (sigla para Additional Development and Upgrade Opportunities, ou Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização, na tradução). Allan McNish e Mattia Binotto, da Audi, antes do GP de Miami da F1 2026 Andy Hone/LAT Images/Getty Images O italiano teme que as equipes de ponta consigam, intencionalmente, diminuir o desempenho do motor de combustão interna para driblar o sistema de medição e receber mais benefícios no sistema. Por enquanto, Bortoleto ocupa o 14º lugar no campeonato de pilotos, conquistando todos os seis pontos da Audi. Hulkenberg é 19º colocado, ainda zerado.
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