SAÚDE | 1º de novembro de 2026
Mais de 3 milhões de adolescentes brasileiros que receberam a primeira dose da vacina contra a dengue ainda não completaram o esquema vacinal. O dado foi apresentado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e acende um alerta para famílias e autoridades de saúde com a aproximação do verão.
Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, o país já aplicou mais de 11,8 milhões de doses da vacina, sendo aproximadamente 7,6 milhões de primeiras doses e 4,2 milhões de segundas doses.
O esquema de vacinação com o imunizante Qdenga prevê duas aplicações, com intervalo de três meses entre elas. Completar as duas doses é fundamental para alcançar a proteção prevista pelo esquema vacinal.
Milhões de doses ainda não foram utilizadas
Outro dado apresentado pelo PNI mostra que quase 4 milhões de doses distribuídas aos municípios brasileiros ainda não haviam sido aplicadas.
A situação preocupa as autoridades de saúde porque os casos de dengue costumam aumentar durante os meses mais quentes e chuvosos, quando as condições favorecem a reprodução do mosquito Aedes aegypti.
A vacinação antecipada é uma das estratégias para reduzir o risco de adoecimento, especialmente entre crianças e adolescentes.
Quem pode receber a vacina?
Atualmente, a vacinação contra a dengue pelo Sistema Único de Saúde (SUS) contempla crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
As famílias devem procurar as unidades de saúde para verificar o histórico de vacinação e confirmar a necessidade da segunda dose.
Quem já recebeu a primeira aplicação deve observar o intervalo recomendado de três meses, seguindo as orientações dos profissionais de saúde.
Atenção aos municípios da Alta Mogiana
Com a chegada do período de chuvas, a prevenção da dengue deve ganhar ainda mais importância nos municípios da Alta Mogiana e nas regiões de Ribeirão Preto, Franca, Araraquara e São Carlos.
A recomendação é que pais e responsáveis consultem a carteira de vacinação dos filhos e procurem a rede municipal de saúde para verificar se o esquema está completo.
O levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde é nacional e não apresenta, nessa publicação, números específicos de adolescentes com vacinação incompleta em cada município da região.
Eliminar criadouros continua essencial
A vacinação é uma ferramenta importante, mas não substitui as medidas de combate ao mosquito transmissor.
Entre as principais orientações estão evitar água parada em vasos, pneus, calhas e recipientes, manter caixas-d'água tampadas e cuidar da limpeza de quintais e terrenos.
A participação da população é fundamental para reduzir a circulação do mosquito e prevenir novos surtos da doença.
Fonte: Agência Brasil, com informações do Programa Nacional de Imunizações, divulgadas em 26 de outubro de 2026.



