SÃO PAULO | 7 de novembro de 2026
O estado de São Paulo confirmou 67 casos de mpox desde o dia 4 de outubro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Estado da Saúde.
O número representa aproximadamente 22% dos 300 casos confirmados em território paulista desde o início de 2026, indicando uma concentração recente de notificações da doença.
Apesar do aumento observado nas últimas semanas, não foram registradas mortes por mpox no estado neste ano.
Dos 300 casos confirmados em 2026, 197 ocorreram na capital paulista.
Doença permanece sob monitoramento
A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV, que pode provocar lesões na pele, febre e outros sintomas.
Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha encerrado, em setembro de 2025, a emergência de saúde pública de importância internacional relacionada à doença, o monitoramento epidemiológico continua.
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, os serviços de vigilância permanecem atentos à identificação de novos casos, à realização de exames laboratoriais e ao rastreamento de contatos de pessoas infectadas.
O objetivo é identificar possíveis cadeias de transmissão e reduzir a disseminação do vírus.
Como ocorre a transmissão?
A transmissão da mpox acontece principalmente pelo contato direto com lesões na pele, mucosas e secreções de pessoas infectadas.
O contágio também pode ocorrer durante contatos íntimos, incluindo relações sexuais.
Outra possibilidade é o compartilhamento de objetos contaminados, como toalhas, roupas de cama e itens de uso pessoal.
Por isso, a orientação das autoridades de saúde é evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas suspeitos até que seja realizada avaliação médica.
Quais são os principais sintomas?
Entre as manifestações mais frequentes da doença estão:
Lesões ou erupções na pele e nas mucosas;
Febre;
Dores musculares;
Dor de cabeça;
Dores nas costas;
Fraqueza e cansaço;
Aumento dos linfonodos, popularmente conhecidos como ínguas.
As lesões podem aparecer em diferentes partes do corpo, incluindo a região genital.
A intensidade dos sintomas varia entre os pacientes, e a confirmação da doença depende de avaliação profissional e, quando indicada, de exames laboratoriais.
Como prevenir a mpox?
A Secretaria Estadual da Saúde recomenda medidas de prevenção, especialmente quando existe suspeita de infecção.
Entre os cuidados estão evitar contato direto com lesões de outras pessoas, não compartilhar objetos pessoais e manter a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
Pessoas que apresentem sintomas compatíveis devem procurar atendimento de saúde e seguir as orientações para evitar a transmissão.
O diagnóstico precoce contribui para o acompanhamento adequado e para a identificação de possíveis contatos.
Atenção também no interior paulista
O crescimento recente dos casos no estado reforça a importância da vigilância epidemiológica em todas as regiões paulistas.
Municípios da Alta Mogiana e das regiões de Ribeirão Preto, Franca, Araraquara e São Carlos devem manter atenção às orientações das autoridades sanitárias.
Entretanto, os dados divulgados são estaduais e não permitem afirmar que houve aumento de casos especificamente nessas localidades.
Para identificar a situação de cada município, é necessário consultar os boletins das respectivas secretarias de Saúde.
Comparação com anos anteriores
Em 2025, o estado de São Paulo registrou 423 casos de mpox. Em 2024, foram contabilizadas 1.134 ocorrências.
Embora o total acumulado de 2026 ainda seja inferior ao dos dois anos anteriores, a concentração de 67 casos desde outubro merece acompanhamento.
As autoridades de saúde destacam que a identificação rápida de casos suspeitos é fundamental para orientar os pacientes e reduzir novas transmissões.
Fonte: Agência Brasil, com dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, divulgados em 6 de novembro de 2026.



