BRASIL | 1º de novembro de 2026
O estado de São Paulo lidera o número de denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho registradas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre os dias 28 e 30 de outubro, o órgão recebeu 4.305 denúncias em todo o Brasil, sendo 1.325 provenientes de municípios paulistas.
Os dados foram divulgados neste sábado (31) e mostram um aumento da preocupação com situações de constrangimento, pressão e possíveis práticas discriminatórias relacionadas às escolhas políticas dos trabalhadores.
A Região Sudeste concentrou 2.087 denúncias, equivalentes a 48,5% do total nacional. Depois de São Paulo, os estados com mais registros foram Rio de Janeiro, com 354, Minas Gerais, com 345, Paraná, com 268, e Santa Catarina, com 259.
O Ministério esclarece que os números representam denúncias recebidas e não casos comprovados. Todas as ocorrências deverão passar por análise e investigação.
O que caracteriza assédio eleitoral?
O assédio eleitoral no ambiente de trabalho ocorre quando empregadores, superiores hierárquicos ou outras pessoas utilizam relações de poder para pressionar, intimidar ou constranger trabalhadores em razão de suas escolhas políticas.
Entre as situações que podem configurar irregularidades estão ameaças de demissão, exigências de apoio a candidatos, imposição de manifestações partidárias e discriminação contra empregados por suas convicções políticas.
A legislação brasileira assegura a liberdade de opinião e o sigilo do voto, princípios que devem ser respeitados nas relações profissionais.
Empresas podem sofrer penalidades
Quando comprovadas, práticas de assédio eleitoral podem resultar em sanções administrativas, processos judiciais e indenizações aos trabalhadores prejudicados.
Dependendo das circunstâncias, uma demissão motivada por discriminação política pode resultar em reintegração ao emprego ou outras reparações previstas na legislação.
O Ministério do Trabalho informou que a Auditoria Fiscal do Trabalho já analisa os registros e realiza fiscalizações para verificar as situações denunciadas.
Repercussão na Alta Mogiana
O assunto também merece atenção de trabalhadores, empresários e comerciantes da Alta Mogiana e das regiões de Ribeirão Preto, Franca, Araraquara e São Carlos.
Embora os dados divulgados não apresentem uma divisão específica por municípios dessas regiões, o elevado número de denúncias no estado reforça a importância de esclarecer os direitos e deveres nas relações de trabalho.
A liberdade de manifestação política deve conviver com o respeito às diferenças, sem ameaças, perseguições ou prejuízos profissionais motivados pela preferência eleitoral.
Como denunciar?
Trabalhadores que sofrerem ou presenciarem possíveis situações de assédio eleitoral podem procurar o Ministério do Trabalho e Emprego ou o Ministério Público do Trabalho.
Os registros são tratados de forma sigilosa e encaminhados aos órgãos responsáveis pela apuração.
Canais oficiais:
Ministério do Trabalho: https://assedioeleitoral.trabalho.gov.br/
Ministério Público do Trabalho: https://mpt.mp.br/assedio-eleitoral
A orientação é preservar mensagens, documentos e outros elementos que possam ajudar na apuração dos fatos.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego e Agência Brasil, informações divulgadas em 31 de outubro de 2026.



